sábado, 5 de dezembro de 2009

Compulsão - minha doença


"E eis que tudo se destina à alegria e ao prazer; matam bois, degolam carneiros, comem carne e bebem vinho: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos" -Isaias 22, 13

Hoje quero falar sobre uma dos maiores prazeres que tenho na vida - a boa e velha arte de comer bem. Tirei um pouco do dia para refletir sobre minha condição atual e como minha compulsão está afetando minha vida e agora quero relacionar alguns fatos interessantes:

Já li muito sobre compulsão e vários outros distúrbios. Confesso que fiquei um pouco impressionado e crédulo quanto a veracidade de algumas informações. Mas agora, muito do que li está fazendo sentido. Por exemplo, fazendo uma espécie de "flash back" desse ano lembrei-me que, até durante o período em que a RA estava indo bem, minha compulsão simplesmente mudava de forma. Ao invés de atacar a comida, hábito desenvolvido por quase toda minha vida, eu atacava outras coisas e outras formas de satisfazer um vazio que até hoje não tem explicação.



A partir desse raciocínio, cheguei em um conclusão muito simples. De uma vez por todas, eu preciso realmente tratar essa questão toda e deixar de lado esses hábitos velhos e enferrujados.

Eu queria citar esses fatos porque a questão da comida está tão presente em minha vida, que acho que já está virando uma obsessão. Seja pro mal ou para o bem, até quando a RA ia bem, exercícios físicos em dia, a alimentação era tão "preciosa" que passava o dia planejando e executando as refeições previamente estipuladas.



Agora é onde mora o perigo. Será que esse processo terá fim algum dia? Preciso romper a barreira que me impede de cometer erros, criando uma consciência extremamente pesada pra cada escapulida que dou dá RA. Além disso, já passou da hora de dizer NÃO para algumas coisas e principalmente saber a hora de parar.

Atualmente, a regra do meu jogo é clara. Coma o quando puder, beba o quanto puder que amanhã você começa o regime - Essa é um retrato da minha ideologia atual - e quando tudo vai bem, não me permito nenhuma alteração, o que me torna obcecado pela questão da comida, seja em tempo de Paz ou Guerra.



Abandonar velhos hábitos ainda é a maior parte do processo. É preciso estar preparado para mudar de dentro pra fora. A única saída é mudar o estilo de vida, deixar o foco da comida de lado e se preocupar em realmente Viver a Vida (sem merchandising da novela!)



Podem dizer o que for ou tentar o que for. Só irá pra frente quem emagrecer primeiro a cabeça!



Atenção - esse é um post escrito já com os olhos cansados de sono! Não reparem nos erros nem tampouco na falta de coesão....rs

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Viciado em comida

Como sempre, toda vez que volto aqui é pra falar de recomeços... dessa vez, não será diferente. Mas notei que muita gente que estava fora dos blogs está voltando, então acho que é hora de olhar pro futuro, esquecer as besteiras que andei fazendo e focar nos resultados que ainda estão por vir.

Hoje quero falar de um ditado antigo - "cabeça vazia, oficina do diabo!" - que retrata um pouco a fase que estou passando. Mas, ao contrário do que possa parecer, minha cabeça não está nem um pouco vazia, simplesmente os dias é que estão sempre com a mesma forma.

Basicamente, cada dia se fecha com a mesma estrutura. Acordo motivado para o emagrecimento, nas primeiras horas, tudo bem... em seguida, bate uma espécie de ansiedade/medo/falta do que fazer e a comida se torna aquela amiga próxima, aquela que sempre está ali, aquela que não te julga, pronta pra te confortar. Aí, não tem jeito. Como tudo o que vem pela frente, sem medir consequencias e, muito menos, pensar em parar. Chega a noite, e com ela um certo arrependimento e um planejamento (frustrado!) de que no outro dia vai ser diferente. Basicamente, minha vida tem sido um soneto trágico nesse quesito, tanta pela estrutura fixa dos meus dias, como pelo desfecho Shakespeariano que chego todas as noites.

Nesses últimos meses, as coisas tem andando também sempre da mesma forma. Engordo 5 kgs, perco 5 kgs, sem estabilização. Como sempre fui 8 ou 8000 (até andar nos extremos é uma forma de rotina!) como exageradamente por uma semana e na outra passo uma fome desnecessária. Além disso, sinto-me culpado por ter engordado tanto, depois de tanto sacrifício para perder os kgs que já tinha eliminado. Aí, numa tentativa desesperada ( e trágica) lanço-me numa corrida desenfreada, desestruturada (e todos aqueles adjetivos que não prestam quando se fala em reeducação alimentar) para eliminar os excessos e voltar (pelo menos) ao ponto que larguei.

Mas a dura realidade é seguinte: estou paralisado no tempo. Agora, é como se os últimos 6 meses não tivessem existido, pois estou com o mesmo peso que estava me maio desse ano. No famoso enfeito sanfona, devo ter perdido (e recuperado) pelo menos uns 30 kgs nesse período entre idas e vindas. minha maior falha, foi deixar a situação chegar ao ponto onde tenho que reavaliar tudo, e vou levar muito tempo pra entrar no eixo novamente.

A coisa funciona mais ou menos assim: perde-se 10kg, fica-se feliz, tudo está caminhando bem. De repente, deixa-se a dieta de lado. 6 kgs voltam rapidamente, em uma cabeça "normal" deveríamos fazer o que? Retomar a alimentação adequada e a atividade física e, aos poucos, voltar ao peso normal.

Já na minha cabeça a coisa funciona assim. Recuperei o peso, tenho que fazer o máximo para emagrecer (o mais rápido possível) - consequencia - NÃO EMAGREÇO! Começo a falhar já no primeiro dia, e na semana seguinte, o balança já indica uma peso maior. Até quando emagreço, mas não fico satisfeito com o resultado, a motivação vai lá pra baixo. Tudo perde o sentido, e mais uma vez a tentação da comida bate à porta.

Também estava considerando algum tipo de ajuda profissional para entender as maluquices que passam pela minha cabeça. Antes, achava que a situação estava muito bem controlada. Não sei bem o que é, mas achava que já tinha superado essa fase - de comilança. QUE ENGANO! Agora, parece que a coisa toda voltou, e com uma força acumulada dos meses em que a RA fez efeito e trouxe resultados.

Quando comecei a escrever aqui, no começo do ano, sempre dizia que gostaria de ter um pouco de rotina na minha vida, mas acho que me expressei mal. Acho, agora, que a palavra correta seria organização. Isso é o que mais falta pra mim. Nesse momento, o grande lance é entender a perda de peso como um longo percurso que precisa de um primeiro passo.

Espero muito conseguir ou não sei mais o que fazer...

sábado, 24 de outubro de 2009

volta...

Olá a todos. Depois de muito tempo, o mau filho a casa torna. Antes de tudo, quero dizer que adoraria chegar aqui e contar pra todo mundo como fui bem durante esse recesso, que mantive a alimentação e exercícios físicos, atinge meu peso ideal e me ausentei por estava terminando Meu Doutorado na Sourbonne com bolsa integral. Não, a realidade é dura!

Também prometi um tempo atrás voltar a escrever. Nesse ponto, eu não conseguir voltar antes, estritamente por razões profissionais. Como diriam por aqui "A casa caiu!" nos últimos dias, e a última coisa que podia pensar, era voltar a escrever.

Então minha vida está assim! Bagunçada! Voltei a comer compulsivamente, e como resultado engordei muito, muito msm! O jeito é erguer a cabeça e recuperar aos poucos!

Obrigado pelo apoio e, mais uma vez, estou de volta. Agora pra ficar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A volta...

De tão bagunçado, resolvi sumir por uns tempos. Acho que já deu tempo suficiente pra ver que não adianta fugir dos meus problemas. Conto com a ajuda de todo mundo pra superar isso. Amanhã, volto com novidades!

Até...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Changes

MUDE OU MORRA!!!!!!

dúvida

Gente, onde eu consigo informações sobre os grupos de auto-ajuda focados no emagrecimento??? Acho que estou precisando de um urgente...

domingo, 27 de setembro de 2009

Reflexão para a semana

Há aproximadamente três meses estou empacado na mesma. Embora a variação de peso não foi tão grande, ainda estou com uns 3 kgs acima do meu "menor peso" até agora. O problema é que já estou nessa a muito tempo, e cada dia que passa, parece que não tem mais solução.

Não tenho auto-controle nenhum e isso é um fato. Já não sei mais o que fazer. Fora que incorporei hábitos horríveis a minha vida e não sei se tenho a força de vontade para abandoná-los tão rápidos como vieram. Esse ano, foi uma enxurrada de novidades pra minha vida, então não sei direito o que pensar...

Meus hábitos estão tão loucos que já estou literalmente trocando o dia pela noite. Não consigo dormir antes das 4h ou 5h todo dia, e simplesmente não consigo acordar cedo. Está tudo virado de cabeça pra baixo.

Até as coisas que gostaria de escrever por aqui simplesmente não fazem muito sentido. Hoje a tarde, por exemplo, me bateu uma vontade maluca de escrever. Teria mil páginas aqui se tivesse um computador por perto, mas depois, a vontade passou, o assunto mixou, e fiquei com o mesmo tipo de post de sempre, reclamando da rotina, da vida, blá blá blá...

Falando um pouco sobre o que gostaria de escrever, acabei de ler hj um livro chamado "O Vendedor de Sonhos" de Augusto Cury. Como ganhei de presente, não sabia bem o que esperar, mas gostei muito. Na verdade, reflete um pouco o que gostaria de estar sentindo agora, sobre a necessidade de prestarmos atenção às coisas simples da vida, aceitarmos nossa condição de imperfeitos e principalmente sobre como compreendemos a vida que levamos - desde a massificação da cultura - até os padrões de beleza. Achei bem legal e recomendo.

Tive um final de semana agitado. Fui ao teatro (de novo! O mesmo programa da semana passada) e assisti à peça "A Comédia dos Erros" de Shakespeare, no teatro da Universidade Anhembi Morumbi - Mooca. A peça estava excelente, e o teatro, surpreendentemente é um dos melhores que já vi em São Paulo.

Na saída, como não podia falta no programa de Paulista, pizza. Só que dessa vez, um pizza diferente, numa casa chamada "Bendita Maria" na Rua dos Trilhos, também na Mooca. Lá, são servidas pizzas por metro. Ou seja, vc pede a pizza (que é quadrada) pelo tamanho. Tudo muito bom... Como sempre comi como se aquela fosse minha última refeição da vida e acabei passando mal à noite.

Agora, voltando na mesmice do blog, digo e repito mais uma vez que tá faltando rotina na minha vida... mas isso também é um paradoxo, porque gosto da incerteza de algumas coisas... Não me vejo atrás de uma mesa, com horário certinho pra trabalhar, tendo que checar planilhas o dia todo. Gosto da coisa dinâmica, só não sei lidar com ela (ainda!)...

Acho que esqueci um princípio fundamental para o sucesso, principalmente no universo em que vivemos... a importância dos passos pequenos, mas contínuos. Lembro-me bem de uma Palestra de um pessoa fantástica, chamada Ricardo Godri, que dizia algo assim "Fantástico era o inventor da escada, que descobriu que para chegar ao topo, poderia ir um passo de cada vez". Acho essa frase fantástica, e reflete bem minhas necessidades nesse momento.

Outro problema identificado: Acho que preciso compensar o tempo perdido, e tento levar tudo a ferro e fogo. Não admito que sou imperfeito e posso cometer erros (às vezes!). Cada vez que caiu, meu mundo desaba e penso comigo: Já tô ferrado! Dane-se tudo!!! E saiu por aí devorando tudo, como um buraco negro... além disso, acho que o pior nessa caso, além da estagnação claro no peso que isso provoca, é o caos psicológico a que sou submetido... tenho pensado em mim mesmo como um perdedor, uma pessoa que não consegue suplantar um instinto básico, irracional, que é a gula... Essa falta de auto-controle influencia minha personalidade diretamente, e me coloco em dúvida em vários aspectos, tanto pessoais como profissionais. Se não consigo controlar a mim mesmo, como posso coordenar um trabalho, uma equipe, ou até minha vida pessoal?

Agora de tudo isso, o que me dói mesmo é a consciência. Saber que poderia mudar, o que poderia ser, onde posso chegar, consome todas as minhas energias. Me ver falhando dia após dia, suga todas as minhas forças e me coloca entre os piores seres-humanos. Pelo menos, quando atacava sem dó a comida, não tinha essa preocupações, bastava um prato cheio para que o humor voltasse.

Estou achando é que preciso de uma boa surra moral mesmo. Ainda dou muita importância pra comida, mesmo comendo menos. Ainda não criei uma auto-imagem satisfatória, me vejo como a mesma pessoa que estava, até o ano passado, 40 kgs mais gorda. Infelizmente, só funciono na base do safanão e da porrada, mas se for pra ser assim, que seja.

Embora reconheça os problemas, não vejo solução a curto prazo (pra falar a verdade, nem a longo!). Estou numa fase, que reconheço o problema, mas não vejo a solução. Estou realmente perdido, como em poucas situações, eu estive.